A respeito da história política do Brasil republicano, julgue os itens seguintes.
Com a imposição do bipartidarismo pelo Ato Institucional n.º 2, em 1965, as eleições para o Legislativo e o Executivo estaduais, rigidamente controladas e sob suspeita de fraude, foram usadas pelo governo para legitimar o regime, mas a oposição também se serviu delas para, pouco a pouco, medir força com a situação e obrigá-la a repensar as estratégias de distensão política.
A vitória de Jânio Quadros foi um marco na história da UDN, que chegava pela primeira vez à chefia do Poder Executivo; contudo, a força do partido foi insuficiente para obter o apoio do Parlamento, o que resultou no isolamento do presidente e no final precoce de seu governo.
O movimento Diretas Já (1983-1984), embora derrotado com a rejeição da Emenda Dante de Oliveira no Congresso Nacional, exerceu papel fundamental no processo de abertura política ao pressionar elites políticas e dificultar a adoção de medidas que buscassem perpetuar o regime autoritário.
O voto feminino no Brasil foi legalizado em 1927, por lei estadual no Rio Grande do Norte, estado que elegeu a primeira prefeita, ainda em 1928.
A adesão do Brasil ao bloco liderado pelos EUA na Guerra Fria justificou a cassação, em 1947, do Partido Comunista Brasileiro, resultando ainda no fechamento das sedes do "Partidão", na perda de mandato dos eleitos pela sigla, na apreensão de seus arquivos e na demissão de funcionários públicos suspeitos de serem comunistas. HISTÓRIA MUNDIAL Desde a Segunda Guerra Mundial, o ordenamento externo do poder norte-americano tem sido, em grande medida, mantido à parte do sistema político interno. Uma perspectiva comum e a continuidade dos objetivos separam a administração d o império do governo da terra natal. Até certo ponto, o contraste entre os dois é uma função da distância geral entre o horizonte das chancelarias ou corporações e o dos cidadãos em todas as democracias capitalistas. No caso norte -americano, isso decorre também de outras duas particularidades locais: o provincianismo de um eleitorado com conhecimentos mínimos do mundo externo e um sistema político que ― em contradição com os pais fundadores ― tem cada vez mais dado um poder virtualmente irrestrito ao Executivo na condução dos assuntos externos. Perry Anderson. Império. In: A política externa norte-americana e seus teóricos. São Paulo: Boitempo, 2015, p. 11 (com adaptações).
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