O candidato deve inicialmente definir que 'anarquia' em Relações Internacionais não significa caos ou ausência de regras, mas a falta de um governo central supranacional que possua o monopólio do uso legítimo da força para arbitrar disputas e fazer cumprir as leis. Dada essa estrutura horizontal (sem uma autoridade hierárquica superior, como ocorre na política doméstica), os Estados são forçados a recorrer à autoajuda (self-help), responsabilizando-se sozinhos por sua própria sobrevivência. O candidato deve então conectar isso ao 'dilema de segurança': nesse ambiente anárquico e de incertezas quanto às intenções alheias, as medidas que um Estado adota legitimamente para aumentar sua segurança defensiva (como fortalecimento de tropas ou alianças) são frequentemente percebidas pelos outros Estados como ameaças ofensivas. Isso provoca reações proporcionais, podendo resultar em corridas armamentistas ou espirais de conflito não intencionais, o que diminui a segurança de todos de forma paradoxal.