O candidato deve explicar que o multilateralismo e a busca por um sistema mais representativo são pilares da PEB. No âmbito regional, o Brasil utiliza a CELAC (para a qual retornou plenamente em 2023) como plataforma para consolidar a América Latina como 'zona de paz' e criar uma base de coesão que legitime sua liderança e projeção global. Globalmente, o Brasil articula taticamente o peso econômico do G20 (do qual exerceu presidência) com a agenda política da ONU. O objetivo é formar um consenso político prévio entre os países do G20 (que concentra as maiores potências emergentes) a favor da reforma da governança, usando esse impulso para pressionar as negociações na Assembleia Geral da ONU. Tudo isso converge para apoiar a histórica demanda brasileira — pleiteada por meio do G4 (com Alemanha, Índia e Japão) — de expansão do número de membros permanentes do Conselho de Segurança, refletindo a nova realidade multipolar.