O candidato deve expor que o Pan-Americanismo possui uma dupla origem: a vertente idealista bolivariana (Congresso do Panamá de 1826), que buscava união e autonomia da América Latina, e a vertente pragmática influenciada pela hegemonia dos Estados Unidos (Conferência de Washington de 1889). Com a fundação da OEA pela Carta de Bogotá (1948), prevaleceu um foco permanente de coordenação 'político-jurídica', que, durante a Guerra Fria, priorizou o alinhamento em segurança contra a subversão comunista. Nesse contexto, o candidato deve destacar o papel do diplomata brasileiro San Tiago Dantas, formulador da Política Externa Independente (PEI). Dantas criticou o desvirtuamento da OEA, que operava sob a lógica da Guerra Fria (segurança e intervenção), e defendeu a primazia de um 'pan-americanismo social e econômico'. Para ele, as reais causas da instabilidade institucional latino-americana não eram ideológicas, mas socioeconômicas (subdesenvolvimento e desigualdade). Desse modo, o Brasil sustentou a defesa intransigente da 'não intervenção', repudiando o uso da OEA como instrumento de ingerência hegemônica nos assuntos internos dos Estados membros.