O candidato deve demonstrar que a Defesa no Brasil é uma política de Estado que faz a ponte entre a frente doméstica e internacional. O conceito de 'dissuasão' na END não significa apenas armamento ofensivo, mas a capacidade estrutural e tecnológica credível para desencorajar agressões externas ou coerção, sempre em conformidade com o Direito Internacional. Para que a dissuasão seja crível, o país precisa de autonomia. Por isso, a política de defesa é indissociável do desenvolvimento: depender excessivamente de importação de armas e componentes críticos (as chamadas 'caixas-pretas' tecnológicas) deixa o país vulnerável a embargos. Assim, o Brasil exige transferência de tecnologia para fortalecer sua própria Base Industrial de Defesa (BID), o que gera empregos, inovação e soberania, alinhando a segurança nacional ao projeto de desenvolvimento econômico sustentável do Estado.