O candidato deve explicar que a diplomacia da saúde do Brasil não se restringe à mera assistência técnica, mas baseia-se nos pilares universais do SUS e utiliza a expertise da Fiocruz (via CRIS) como braço técnico de projeção internacional. O principal objetivo dessa estratégia contemporânea é a superação da enorme vulnerabilidade estrutural evidenciada em crises sanitárias (pandemias): a hiperdependência da importação de insumos críticos de saúde (IFAs). Nesse contexto, 'autonomia estratégica' é a liberdade política e material do Estado para proteger sua população pela via do desenvolvimento da inovação. O CEIS, portanto, é a materialização desse projeto estratégico de soberania sanitária: ele não é visto apenas como política setorial de ciência e tecnologia, mas como política de Estado central para reduzir a vulnerabilidade externa e aumentar o poder de negociação do Brasil no âmbito do sistema internacional.