A respeito da diplomacia da saúde e da busca por autonomia estratégica na Política Externa Brasileira contemporânea, julgue os itens a seguir.
A diplomacia da saúde brasileira atua no plano internacional de forma desvinculada de suas capacidades domésticas, não utilizando a expertise técnica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nem os princípios universalistas do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) representa para o Brasil um verdadeiro 'projeto de país' estruturante, cujo objetivo não é apenas industrial, mas diplomático e securitário: garantir autonomia tecnológica no campo do desenvolvimento científico em saúde.
No âmbito da saúde global, o conceito de 'autonomia estratégica' confunde-se perfeitamente com o de 'soberania jurídica internacional', refletindo apenas a igualdade formal dos Estados nas negociações de tratados na Organização Mundial da Saúde (OMS).
A pandemia de COVID-19 evidenciou ao Estado brasileiro que a capacidade industrial em saúde é um componente crítico da própria segurança nacional, o que justifica a aproximação estratégica e o uso de capacidades da Base Industrial de Defesa (BID) em emergências sanitárias civis.