Com base no conteúdo estudado sobre o tema, julgue (C ou E) os itens a seguir.
A Revolução Liberal do Porto, embora internamente defendesse ideais de soberania nacional e governo constitucional para Portugal, possuía uma agenda externa conservadora e mercantilista, visando à recolonização do Brasil e ao restabelecimento do monopólio comercial, o que a tornou um catalisador direto para a ruptura final.
A intransigência das Cortes de Lisboa em tentar desmantelar a autonomia brasileira, expressa em medidas como a subordinação dos governos provinciais a Lisboa e a ordem para o retorno de D. Pedro a Portugal, teve o efeito não intencional de unificar as elites brasileiras, antes fragmentadas, em torno do 'Partido Brasileiro', que via no príncipe o instrumento para preservar a autonomia e evitar o caos republicano.
O 'Dia do Fico', em 9 de janeiro de 1822, e a posterior decretação do 'Cumpra-se', que exigia a aprovação pessoal de D. Pedro para qualquer lei das Cortes ter validade no Brasil, foram marcos decisivos que simbolizaram a submissão do príncipe às exigências de Lisboa, retardando o processo de separação e buscando uma conciliação com a metrópole.
A independência do Brasil, em sua fase final, pode ser interpretada como um contramovimento conservador da elite brasileira contra a revolução liberal em Portugal, pois a ruptura foi um meio de conservar a estrutura socioeconômica vigente, incluindo a monarquia e a escravidão, protegendo-a do liberalismo ameaçador que emanava de Lisboa e do potencial caos social.