O candidato deve abordar que o projeto colonial português na América foi concebido sob a lógica mercantilista, visando à exploração e subordinação do território para o enriquecimento da metrópole e o fortalecimento do poder real, conforme o 'Pacto Colonial'. No entanto, deve-se ressaltar as contradições e vulnerabilidades desse sistema, como a dependência de capital estrangeiro (holandês) para a empresa açucareira, que expôs os limites do 'exclusivo' e a inserção da colônia em uma economia-mundo mais ampla.
Em relação aos ciclos econômicos, o padrão de resposta deve detalhar como a sucessão de atividades como o extrativismo do pau-brasil, a monocultura açucareira e a mineração de ouro moldaram a ocupação territorial, a organização do trabalho e a estrutura social. Deve-se mencionar a transição da mão de obra indígena para a africana, impulsionada pela lucratividade do tráfico negreiro e pela oposição jesuítica à escravização indiscriminada de nativos. A mineração, por sua vez, deve ser apresentada como um fator de deslocamento demográfico e de intensificação do aparato fiscal metropolitano (Intendência das Minas, Casas de Fundição, Quinto, Derrama), cujos benefícios para Portugal foram mitigados pela transferência de riqueza para a Inglaterra.
O candidato também deve explorar as economias complementares (pecuária, tabaco, algodão, drogas do sertão) como elementos cruciais para o abastecimento interno, a expansão das fronteiras e a integração regional, bem como sua conexão com o mercado atlântico e o tráfico negreiro.
Finalmente, a dissertação deve abordar a arquitetura social da colônia, caracterizada por uma profunda hierarquia e estratificação. Deve-se discutir o poder da elite colonial (senhores de engenho, mineradores, 'homens bons') exercido através das Câmaras Municipais e os critérios de exclusão social, como a 'pureza de sangue', que marginalizava indivíduos com ascendência africana ou indígena. A sociedade patriarcal, o papel diferenciado das mulheres de acordo com sua classe e cor, e a escravidão como alicerce econômico e social, com suas implicações de opressão e violência, devem ser analisados para demonstrar a complexidade e as tensões inerentes ao sistema colonial português.